sábado, julho 26, 2008

Calendário dos Séniores

A equipa sénior do Rugby Clube Montemor ficou a saber o seu calendário para a 1ºFase da II Divisão do Campeonato Nacional, que será o seguinte:


Calendário da Equipa Sub 18

Depois de já saber os adversários para a próxima época e o modelo competitivo, a equipa Sub 18 do Rugby Clube Montemor soube agora o seu calendário para a 1ºFase do Campeonato Nacional, que será o seguinte:

sábado, julho 19, 2008

Modelo Competitivo dos Séniores do Rugby Clube Montemor

O Rugby Clube de Montemor já conhece o modelo competitivo para a época 2008/2009 e os adversários da 1ª Fase.
Então o modelo terá três fases que passamos a explicar:

Na 1ºFase:
- Terá 10 jornadas (todos contra todos a 2 voltas);
- Apuram-se os 2 primeiros de cada grupo.

Na 2ºFase dos Apurados:
- 2 Grupos inter regionais de 4 equipas. Todos contra todos em cada grupo.
- Estes 2 grupos serão formados da seguinte forma:
. Grupo1 – as 2 primeiras classificadas da Zona Norte/Centro juntam-se com as 2 primeiras classificadas da Zona Centro/Lisboa.
. Grupo 2 - as 2 primeiras classificadas da Zona Lisboa juntam-se com as 2 primeiras classificadas da Zona Sul.

Na 2ºFase dos Não Apurados:
- 2 Grupos de 6 equipas agrupadas inter-regionalmente do seguinte modo:
. Grupo N/C/Lx. – composto pelas 3 últimas classificadas da Zona Norte/Centro e as 3 últimas classificadas da Zona Centro/Lisboa.
. Grupo Lx./S – composto pelas 3 últimas classificadas da Zona Lisboa e as 3 últimas classificadas da Zona Sul.
. Todos contra todos em cada grupo e jogos finais entre os mesmos classificados de cada grupo, para definição da classificação.
. Os jogos finais serão disputados em casa das equipas mais pontuadas.
- Em alternativa, constituição de 3 grupos regionais e jogos finais para definição da classificação.
- Poderão surgir outras alternativas depois de concluída a 1ªfase e sabendo-se na altura exactamente quais as equipas efectivas.

Na 3ºFase dos Apurados:
- Meias-finais a duas mãos e Finais entre os 2 primeiros de cada grupo (1º ao 4º lugares).
- Meias-Finais a duas mão e Finais entre os 2 últimos de cada grupo (5º ao 8º lugares).
- Nas Meias-Finais:
. 1ª Mão: 2ºGrupo 1 x 1ºGrupo 2 e 2ºGrupo 2 x 1ºGrupo 1 (1º ao 4º lugares) e 4º Grupo 2 x 3ºGrupo 1 e 4º Grupo 1 x 3ºGrupo 2 (5º ao 8º lugares).
. A 2ª mão será com a ordem dos jogos invertida.
- Finais entre os vencedores e também entre os vencidos das Meias-Finais para apuramento da classificação final.
- A Final absoluta será jogada em campo neutro.
- Os restantes jogos serão jogados em casa das equipas que fizeram melhores resultados nas Meias-Finais. No caso das que perderam as Meias-Finais, será a menor diferença pontual. No caso da equipa que ganhou a Meia-Final para o 5º e 6º lugares, será a maior diferença pontual.

Modelo Competitivo para as Equipas Sub 18 e Sub 16 do Rugby Clube Montemor

O modelo competitivo para a época 2008/2009 dos Sub 18 e dos Sub 16 do Rugby Clube Montemor será o seguinte:
Para os Sub18:



Na 1ºFase:
- 4 Grupos. Todos contra todos a 2 voltas, em cada grupo.

Na 2ºFase dos Apurados:
- São apuradas as 2 primeiras equipas de cada grupo. Estas 8 equipas são divididas em 2 séries, jogando todos contra todos a 2 voltas dentro da mesma série.
- As 2 séries serão formadas do seguinte modo:
. Série A – 2 primeiras classificadas da Zona Norte/Centro + as 2 primeiras classificadas da Zona Centro/Lx. 1.
. Série B – 2 primeiras classificadas da Zona Centro/Lx. 2 + as 2 primeiras classificadas da Zona Sul.

Na 3ª Fase dos Apurados:
- Jogos finais entre os mesmos classificados das 2 séries da 2ª fase para definição da classificação geral.- Os jogos serão realizados nos campos das equipas que obtiveram melhor pontuação nos seus grupos (2ª fase) ou em caso ainda de empate, que tenham marcado mais pontos nos jogos efectuados na 2ª fase.

Na 2ºFase das Não Apuradas:
- São apuradas as 2 últimas equipas de cada grupo. Estas 8 equipas são divididas em 2 séries, jogando todos contra todos a 2 voltas dentro da mesma série.
- As 2 séries serão formadas do seguinte modo:
. Série A – 2 últimas classificadas da Zona Norte/Centro + as 2 últimas classificadas da Zona Centro/Lx. 1.
. Série B – 2 últimas classificadas da Zona Centro/Lx. 2 + as últimas 2 classificadas da Zona Sul.

Na 3ªFase das Não Apuradas:
- Jogos finais entre os mesmos classificados das 2 séries da 2ª fase para definição da classificação geral.- Os jogos serão realizados nos campos das equipas que obtiveram melhor pontuação nos seus grupos (2ª fase) ou em caso ainda de empate, que tenham marcado mais pontos nos jogos efectuados na 2ª fase.


Para os Sub 16:



O modelo competitivo para este escalão será exactamente igual ao dos Sub 18.

quinta-feira, julho 17, 2008

Entrevista a João Baptista da Veiga Malta

A equipa de reportagem do Rugby Clube Montemor deslocou-se desta vez até á rua Álvaro Castelões e foi ao encontro de uma pessoa com muitos anos de RCM, tanto como jogador, treinador e dirigente. Já se está a ver que o entrevistado desta vez é João Baptista da Veiga Malta.

Rugby Clube Montemor – Após estar os últimos 3 anos como técnico principal da equipa sénior do Rugby Clube Montemor que balanço faz?
João Baptista –
Estes 3 anos como treinador foram de maior orgulho para mim. Estar de novo à frente da equipa principal do Clube, era um sonho e uma sensação especial; ainda por cima, com o curso terminado e a iniciar a minha carreira enquanto profissional de Ed. Física (no Desporto). Penso que foi bastante positivo esta minha passagem por este escalão. O 1º objectivo era criar um grupo forte, sem que a equipa dependesse deste ou daquele, mas sim que quem estivesse no projecto, sentisse falta de estar ligado ao Clube, julgo ter conseguido até mais que isso (pois ganhámos logo a 1ª edição da Taça do Torneio de Abertura e fomos às outras finais das competições em que entrámos - Campeonato da II Divisão e Taça Federação).
Na 2ª época, vamos às meias-finais do Campeonato e alcançamos o 3º lugar, entre outras finais e vitórias. Nesse ano, seria um ano a pensar ir mais longe, pois com os resultados do 1º ano, só se podia esperar mais dos jogadores.
No 3º ano, o objectivo passava por subir de divisão, mas a equipa não correspondeu ao esperado, existem várias razões por esse facto, cada um terá as suas; as minhas, os jogadores e Direcção sabem-nas. Mas as principais são: jogar fora de casa á muitos anos, falta de modelo competitivo (atenção, não é só de competitividade) e por um pouco mais de empenho da maioria dos jogadores (isto tudo interfere na calma e forma de encarar os problemas, por parte dos jovens jogadores, claro).
Mas volto a dizer, penso que foi positivo pelos factores que apresentei assim por alto, mas o facto é que não se ganhou o 1º lugar e isso não pode acontecer.

RCM – Porque decidiu que era a hora de deixar por agora a equipa técnica dos seniores e dedicar-se a jogador e ás camadas jovens?
JB –
Acabam por ser duas perguntas numa, mas tem lógica, porque a resposta a uma interfere na outra. Tive essa decisão porque 1º não senti a equipa sénior como gostaria, parecia que não estava como nas outras épocas anteriores e tudo indicava que seria mais uma época a evoluir, quando não é o meu espanto, foi o contrário (sei que muito se deve à desorganização da Federação; por exemplo, termos feito um grande jogo contra o Técnico para a Taça em Outubro – perdemos por 2 pontos com o Campeão da 1ª Divisão e com algumas faltas observadas apenas pelo árbitro e jogarmos para o Campeonato só em Dezembro – ou seja, fazíamos 2/3 jogos e parava o Campeonato 2 meses, o que não motiva ninguém, nem dá ritmo).
Depois, «para mal de alguns», penso que tenho ainda uns bons anos como jogador e posso ajudar melhor a equipa se estiver a pensar mais nas minhas funções dentro de campo e porque acho que neste momento, terá que ser aberto um novo ciclo e aí, terei novas funções. Em relação a vir treinar os escalões jovens (neste caso, os sub-18), penso que é uma excelente forma de contribuir com os meus conhecimentos, a estes jovens que um dia poderão vir servir o Clube ao mais alto nível.
Sei o que eles são no Rugby e sei o que eles têm de ser, apenas têm de querer!
Há matéria para ser trabalhada, mas por experiência sei que muita alteração tem de ser feito nesse trabalho. Sem trabalho, nada se consegue. Fica este aviso.

RCM – É um pouco inglório a sua equipa ter tantas vitórias nestes 3 anos, mas sempre claudicar nas fases decisivas, como explica esse facto?
JB –
Bem, não esqueçamos que é uma equipa jovem; na 2ª época englobamos uma nova equipa na que já existia, tive que gerir relações e andar alguns meses a ver de facto quem estava disposto a vestir a camisola RCM e na 3ª época, a falta de motivação pelas razões que já apresentei.
Não fico nada contente com as derrotas nas finais e meias-finais, porque acho que tínhamos capacidade de superar, mas por muitas outras razões, fico satisfeito em conseguir os resultados que conseguimos.
São muito mais as vitórias que as derrotas e ainda fico muito mais satisfeito, quando sei que muitas dessas vitórias, ninguém acreditava que conseguíssemos.

RCM – Como analisa a temporada transacta?
JB -
Das três, foi a pior. Digo das três, porque foi um novo ciclo, a equipa atravessava uma grave crise e conseguimos um projecto que inveja muitos, disso tenho a certeza. Mas esta época que passou, começa bem, com o tal jogo para a Taça com o Técnico, passamos em 1º lugar do grupo na 1ª fase e passamos em 2º lugar na 2ª fase; acabando por perder na meia-final. Começámos bem, mas acabámos mal, na minha opinião.

RCM – Qual o ponto mais alto da equipa e o mais baixo?
JB –
O ponto mais alto, neste novo ciclo para mim, foi superar a “crise”. Quando vários jogadores abandonaram o Clube (uns com razões mais que justificáveis e outros não), voltamos a criar um grupo de amigos que assume os compromissos como ninguém; o que consegue dar uma nova imagem e uma nova mentalidade ao Rugby de Montemor. Penso que falta a este grupo mais trabalho, um pouco mais de garra (que sempre nos foi característico) e acreditar. Tenho que apontar dois pontos mais baixos; a derrota com o Belas no 1º ano e com a Agrária na final da Taça. Não se deve ao factor de colocar em causa o valor dos adversários, mas pela forma errada como encarámos os jogos.

RCM – Já fez algumas críticas em relação á Federação Portuguesa de Rugby, o que tem a dizer da mesma e da arbitragem em Portugal?
JB –
Claro que fiz; sem que cause efeito, sei disso. Mas de facto, os senhores do Rugby Nacional, estão a acabar com uma modalidade tão espectacular, demonstrando não estarem ao nível (de gerir) da mesma. A política da federação, da selecção e do concelho de arbitragem, não leva o nosso rugby a lado nenhum. Depois do grande feito alcançado, se houver honestidade, temos que admitir que muito há a mudar. Não me vou alargar muito nesta matéria, mas a federação com os modelos competitivos que apresenta, não motiva nada nem ninguém; a selecção, demonstrou ter grande valor, mas a politica que estão a exigir, acaba com o rugby das “províncias” e penso que existem grandes valores no nosso rugby que não estão a ser aproveitados e a arbitragem…é essencial num jogo de rugby. Jogos de rugby com má arbitragem – é escândalo – sem árbitro, não pode ser feito! Mudar muita coisa e muita gente!

RCM – O que acha da Liga Ibérica?
JB –
Estamos a demonstrar ter medo do rugby espanhol.
Se o fizermos, vamos dar a mão ao rugby espanhol, coisa que nunca fizeram por nós. Tornem as coisas mais competitivas cá dentro, que não precisam de ir para fora.

RCM – O que devia ser feito para melhorar o Rugby Nacional?
JB –
Maior aproximação dos dirigentes da federação aos Clubes, maior aproximação dos seleccionadores aos jogadores, outro tipo de modelo competitivo (campeonatos a duas mãos e taça a eliminar), pois penso que os campeonatos de cá, não aguentam meias-finais e finais. Troca de informação e conhecimentos entre técnicos. Penso que em vez de campeonatos ibéricos, deveriam organizar campeonatos com selecções provinciais. Tenho a certeza, que a nível provincial e consequentemente ao nível nacional, os apoios acabam por aparecer. Esta para mim é a chave de sermos mais fortes internacionalmente.

RCM – Foram recentemente as eleições do clube onde foi eleito Vice-Presidente, o que espera deste mandato?
JB –
Estou como Vice-Presidente do Clube, julgo que se estão a perspectivar bons “ventos”. Esta Direcção tem de ser muito forte, tem de mudar quase tudo. Sei que os outros membros têm capacidades extraordinárias, mas que têm de ser colocadas à disposição do Clube, senão acabamos por ficar na mesma, e temos que melhorar. Mas parece-me que estamos a encarar o rumo do Clube com mais profissionalismo que nunca.

RCM – Os adeptos perguntam pelas contratações, há alguma para esta época?
JB –
A equipa que representou o Clube na época passada, não precisa de mais nada, apenas de trabalho porque valor eu sei que têm. Mas penso que as melhores contratações vão ser os jogadores recuperados das lesões e os jogadores que ficaram com mais tempo disponível para treinar. Falam de algumas novidades, mas na altura certa, o Presidente do Clube será a pessoa mais indicada para desfazer essas dúvidas.

RCM – Agora que o Campo Municipal parece estar concluído que alterações prevê em Montemor e mais concretamente no Rugby Montemorense?
JB –
Sendo o Rugby de Montemor uma das 3 partes que mais lutou por este campo, espero que possa usufruir das novas instalações o mais depressa possível. Poderemos treinar com mais qualidade e isso em principio vai reflectir-se nos jogos. Como sabem, só o poder jogar de novo em casa, vai dar outro apoio aos jogadores e volta a criar-se a mística que tanto precisamos.

RCM – O que espera da próxima época?
JB –
O Rugby dos mais jovens, penso que está a crescer, pois cada vez temos mais atletas e equipas a participar nos campeonatos. Os seniores, como pessoas responsáveis que são, têm de escolher bem o caminho que querem dar ao Rugby de Montemor, pois as mudanças têm de existir e não há mudanças sem sacrifícios. Tudo está a ser organizado de maneira a melhorar, penso que a Direcção está a trabalhar bem no defeso e merece que sejamos o mais profissionais possível.

RCM – Acha que o grupo de trabalho está mesmo convencido de que vai ser Campeão Nacional na próxima temporada?
JB –
Esse tem de ser o objectivo. Mas de facto nem todos o tinham, por isso não conseguimos ganhar nas finais. Está nas mãos de cada um, dizer se quer jogar para ganhar tudo ou se ficam satisfeitos de se reunirem ao fim de semana como se de um jogo de sueca se tratasse. Não basta dizer que queremos, temos de conseguir.


RCM – O Rugby Clube Montemor tem vários escalões de formação, o que tem a dizer da formação? E do apoio dos pais?
JB –
Cada vez mais jovens a jogar esta modalidade, é bastante bom; mas ver o apoio e o interesse de seus pais é aquilo que esperávamos à muito. É importante que o jovem sinta que o pai/mãe o apoia a praticar desporto e o incentiva a tal.
RCM - Sabe que na sociedade Portuguesa o Rugby ainda é considerado um jogo bruto e alguns pais não querem ver os filhos a praticar um dito "jogo bruto" o que tem a dizer aos pais que ainda pensam dessa maneira?
JB - Jogo de Senhores; sim! De pessoas inteligentes, que têm uma grande destreza fisica, capacidade de luta e de espirito de sacrificio por causas maiores (amizade, respeito, honra), de valores de vida e de trabalhar em grupo, cooperando para alcançar os seus objectivos. Acredito que ainda seja visto como um desporto "bruto", mas depois do grande feito da selecção (que volta a ser campeã da Europa na variante de 7s), sei que já não é tanta essa a imagem. Acredito que é um jogo dificil de se entender à primeira, mas com o conhecimento das regras, aos poucos a visão muda. É um jogo duro, mas é muito rico tacticamente, fisicamente, tecnicamente e psicologicamente - o que o torna na modalidade mais bonita do Mundo!
Penso que os pais se têm que preocupar com outros problemas de seus filhos, pois se entenderem bem os valores que esta modalidade transmite, saberão que é uma das melhores escolas de vida.

RCM – Diga 3 momentos que o marcou nestes anos de rugby em Montemor.
JB –
Não sou muito de guardar os melhores momentos, porque são muitos os já passados e acho sempre que o melhor está para vir.

RCM – Já passou por várias fases negativas em termos de lesão, qual a lesão mais difícil de ultrapassar? Como é que conviveu com essa lesão? Quais as fases mais difíceis de ultrapassar? Quais os momentos mais críticos?
JB –
São de facto momentos bastante difíceis. Tive várias lesões infelizmente, mas as que marcaram mais foram as que levaram à mesa de operações (joelho e fractura da tíbia/perónio). Existem várias fases: a de momento, em que pensamos no porquê de acontecer e porquê nós; a fase das más noticia quando se sabe da gravidade e a fase da recuperação, que é muito dura também. Mas uma coisa tive sempre, uma vontade enorme de voltar e a jogar melhor se possível. Depois de tudo passar o que restam são histórias que ficam e a prova de viver a modalidade. Volto a dizer; regresso sempre para fazer (alcançar) mais e melhor!

RCM - Já teve oportunidades de sair do clube porque não saiu?
JB -
É o meu Clube! Onde tenho os meus Amigos! Sou fundador e quando vemos nascer alguém, não queremos ver desaparecer! Vejo qualidade e capacidade de chegarmos ao mais alto nível!
Mas sei que o Clube já não depende deste ou daquele, principalmente de mim, por isso sinto que temos de mudar e encarar o nosso rugby doutra forma, preciso que isto mude, pois se não mudar vamos acabar por perder nas meias-finais e finais e eu já não quero isso!

RCM – Está numa votação que o Rugby Clube Montemor é a modalidade com melhoras provas em prol do Município, acha que o acompanhamento da imprensa montemorense tem correspondido ás expectativas?
JB –
Não de facto. Uma modalidade que envolve tantos montemorenses, que leva o nome da nossa Terra a todo o Portugal e além fronteiras, e alcança os resultados que observamos, merece mais fotos, mais que ir retirar à imprensa interna do Clube as noticias que dão vida ao Rugby. Por isso acho que este nosso blog, tem sido um grande meio de divulgação e de informação. Temos de ter os jornais de Montemor a preocuparem-se mais com as entradas e saídas de jogadores, com a presença dos nossos jogadores que vão às selecções, com todo o tipo de notícias e fotos actualizadas. Penso que em relação às fotos, os jornais sofrem do mesmo mal da maioria dos nossos adeptos – não apetecer fazer 104 km para ir ver jogar a equipa de Montemor. Mal esse, que este ano não se vai fazer sentir; espero.

RCM – O que diz do apoio dos sócios e dos simpatizantes?
JB –
Temos aqueles que merecem todo o respeito, aparecem grande número de vezes, estão e fazem questão de estar em determinados jogos e eventos, mas de facto não sentimos grande apoio. Eu gostava de mais!

RCM – O RCM já teve jogadores na Selecção Nacional, e alguns jogadores estão a jogar noutros clubes, gostaria de ver algum deles de volta á equipa?
JB –
Os jogadores que já representaram a selecção, têm muito valor, uns não ficaram porque não souberam aproveitar a oportunidade, outros porque não caíram nas graças dos senhores lá de cima. Mas se gostava de ver de novo alguns desses jogadores regressarem, claro que sim, saíram pelas razões que saíram, mas sei que têm qualidade e se a têm para jogar em Montemor, acabam por a ter para jogar em clubes de Divisões acima.
Como velha máxima; faz falta quem está e só com esses contamos, sejam eles quem forem! Demonstra também a qualidade de trabalho que é feito pelos treinadores do Clube e tenho a certeza que muitos outros poderiam jogar na selecção, mas à que mudar muita coisa no rugby e na mentalidade de alguns jogadores. Tenho a certeza que os jogadores que estão fora agora, têm em sua mente regressar e aí se for bom para o Clube e para o jogador, tudo se resolverá, pois volto a frisar que actualmente os jogadores que estão fora são de grande qualidade.


RCM – Foi já várias vezes referido como um exemplo a seguir pelos seus colegas, vê-se assim?
JB –
Tento ser assim. Não para me elogiarem, pois como desporto colectivo que é, não alcanço nada só, mas quero que me vejam como um exemplo, porque se seguirmos todos um padrão, a disciplina, a qualidade técnica e táctica, a condição física, e outros factores mais, conseguimos chegar mais rapidamente remando no mesmo barco para o mesmo destino.

RCM – O Rugby Clube de Montemor foi pioneiro a organizar os bares na Feira de Setembro na zona da Apormor. O ano passado apresentou algumas surpresas. Já se pode adiantar algo para este ano?
JB –
Sim fomos dos fundadores e o único que não faltou a nenhuma edição, o que demonstra que a qualidade está também na organização de grandes eventos desta tipo. O ano passado por sermos os únicos a ter esse concessionário, pudemos montar a organização de uma forma nunca antes vista, bandas a actuar todos os dias, vários Dj’s com estilos de música diferente, zonas para descontrair, tasca, grupos de sevilhanas, etc.
Para este ano, volta a aparecer mais um ou dois bares, o que não nos permitirá fazer as coisas à nossa maneira. Mas penso que vale a pena virem à feira, é um espaço bastante agradável e com grande nível em termos de noite.
Fico muitíssimo satisfeito por sermos junto com a Apormor os principais responsáveis pela melhor feira.

RCM – Além da feira é ver o RCM em várias actividades, como os Nestumzinhos, rugby escolar, e até da participação em procissões, Torneio de Sevens, entre outras, o que acha destas iniciativas?
JB –
Cada vez mais, faço força para que as pessoas deste Grande Clube tenham ligação à sociedade. São de extrema importância os valores que esta modalidade nos transmite e é pena guardá-los numa gaveta, acho.

RCM – Que mensagem quer deixar aos sócios, adeptos e aos seus colegas do Rugby Clube de Montemor?
JB –
Neste momento a mensagem que devo deixar é a seguinte: há um projecto importante para o Clube, há mudanças a fazer, pois se tudo correr como esperado, vamos ser muito mais fortes em todos os aspectos – Acreditem e levem os que estão ao vosso lado a acreditar!

João Baptista da Veiga Malta